segunda-feira, 23 de julho de 2012

Dança do ventre com enfoque terapêutico






A Dança Oriental vem a ser um instrumento, um meio de auxílio em processos terapêuticos sejam estes em psicoterapia, terapia ocupacional ou simplesmente no sentido de “bem - estar” .


A abordagem da Dança como instrumento de transformação e ferramenta terapêutica não é recente, diversos registros em livros sobre Antropologia e Sociologia ressaltam esta função entre tribos africanas e indígenas, além de registros em povoados e regiões longínquas dessa época e das mais antigas.


Pensando no contexto atual, a Dança Oriental oferece um repertório maior de auxílio, pois a mesma possui um leque de movimentos que trabalham diversos grupos musculares, expressividade, elegância, presença em cena, musicalidade, deslocamentos e temáticas folclóricas, que permitem a mulher transportar-se no tempo, nos lugares e ‘brincar’ com os trajes e acessórios de forma única.


Na Dança Oriental trabalha-se priorizando a região do ventre, região esta que somatiza as emoções inclusive as dores, raiva, medos e expectativas (quem nunca teve uma ‘dor de barriga’ por estar ansioso? Ou não sentiu um ‘friozinho’ na barriga ao ver aquele belo par de olhos azuis? E as úlceras, comprovadamente instaladas devido a processos de stress?) 

A medida em que se trabalham movimentos, estes repercutem no psíquico, mesmo que inconsciente. Talvez, essa seria uma das razões fundamentais para a melhora nos processos de baixa auto-estima e melancolia, pois os movimentos “despertam” toda a estrutura corporal.


Se você realiza algum trabalho com dança nesses moldes, certamente já ouviu comentários sobre o tema. Mas por favor, respeite as raízes, leia e busque informações sobre como otimizar esse processo de busca e encontro em suas aulas, seja através das músicas escolhidas, das seqüências de movimento, da respiração ou da utilização do espelho.


À primeira vista, pode parecer surreal uma dança de raízes apontada como instrumento terapêutico, mas deve-se deixar claro que perante a apropriação da cultura oriental pelo ocidente, essas ‘utilizações’ da dança podem ser consideradas um tipo de “licença poética”, na qual é permitida e associação entre Dança Oriental e auxílio terapêutico.


Dessa maneira, é possível perceber uma brecha no campo de pesquisa psicológico científico: a Dança como auxílio terapêutico.

Sim, há os indícios sobre a utilização do espaço, o equilíbrio, o contato com o corpo, as formas, aromas, tecidos, sonoridade, todos esses itens na dança oriental despertam variados estímulos mas seria interessante saber em que mecanismos agem e quais os reais benefícios psíquicos.


 Enquanto estudamos com o intuito de nortear algumas referências para a melhor utilização da Dança Oriental, vale lembrar que se há relatos, mesmo informais, de mulheres que melhoraram consideravelmente após praticar a dança oriental é fato que há nesse nicho uma semente que precisa ser cultivada.


A dança do ventre se compõe de movimentos naturais que trabalham junto ao corpo da mulher e não contra ele . Estes movimentos exercitam e ativam de forma mais suave corpo feminino e suas funções. 

Os movimentos rotativos e os movimentos de ondulação fazem trabalhar os músculos e as articulações em um amplo leque de formas e aos mesmo tempo massageia as zonas do corpo relacionadas, soltando e dissolvendo todas as tensões.


 A dançarina da dança do ventre responde a este chamado com movimentos circulares , ondulantes e suaves do seu torso, quadril, braços e cabeça. Este prazeroso movimento harmoniza o sistema nervoso central, enviando a energia vital e as substancia hormonais a traves de todo o corpo. A mente se torna relaxada e equilibrada.


Através dos movimentos, a dançarina  se centra na sua resposta criativa a musica. Isto lhe permite situar-se e viver o momento presente. E neste estar em transe podem se manifestar estados alterados da consciência que conduzem á bailarina da dança do ventre a experimentar uma sensação de frescor e uma recarga energética uma vez que tem concluído a sua dança.


A dança do ventre é o caminho da cura aberto para todas aquelas mulheres que queiram percorrê-lo.
Quando uma pessoa tem o corpo, a mente, as emoções e o espírito unidos, isto faz com que o estresse não se instale no corpo porque a conformação energética desta pessoa não dá ao estresse chance para se instalar.


A dança do ventre quando abordada do ponto de vista terapêutico rende culto e reverencia ao corpo tão qual Templo do Corpo que ele é . E isto se consegue da execução apropriada dos movimentas dos diversos grupos musculares que entram em interação com a musica.

Através da resposta criativa da dançarina que harmoniza as suas emoções e desenvolve a habilidade de tranqüilizar a sua mente para permitir que a inspiração flua sem nenhuma trava a partir do mais profundo espaço do seu Ser Interior.


A Dança do ventre terapêutica ou qualquer outra disciplina de desenvolvimento pessoal traz uma mudança interior. Da mesma forma que na Ioga, a dança do ventre terapêutica faz com que a mulher moderna desenvolver o seu potencial para expandir a sua consciência e seu desenvolvimento espiritual.



A dança do ventre utilizada como disciplina espiritual se converte numa ferramenta que permite à mulher meditar no presente. Ajuda a fazer com que a mulher compreenda o seu Ser interior por meio da interação que ela faz entre seu corpo ( templo da alma) e seu enraizamento com a terra.

 É como se no interior da mulher se realiza uma união sagrada entre o céu e a terra , entre o humano e o divino, entre e feminino e o masculino.









sábado, 5 de maio de 2012

Dança das Deusas





Danço para mim mesma 

Danço com minha'lma. 

Danço para celebrar a vida 

Que através de mim se espalha. 



Exalto as Deusas 

Movo a terra 

Espalho vida, dança 

Alegria, esperança. 

Desperto o encanto 

E fascínio a todo canto. 

Provoco mistério 

Te tiro do sério. 



Porque a arte, a magia e o mistério 

Escondem-se sob minha saia 

Mostram-se na minha dança 

Que traduz minha essência 

Minha ânsia de vida e beleza. 



Porque danço com as Deusas 

Danço com as luas 

Como as ondas dançam no mar 

Como as nuvens que se exibem no ar. 

Assim a dança me faz... 

Faz exalar-me como as flores 

Faz-me bela como os amores... 



(((Carolina Salcides)))

segunda-feira, 5 de março de 2012

A Dança como terapia



Não é o ritmo nem os passos que fazem a dança,mas a paixão que vai na alma de quem dança.."


A dança existe desde a pré - história. Como os homens desta época, não tinham uma linguagem verbal definida, usavam a dança para se relacionarem e conviverem em sociedade.

Era frequente usar essa arte para acalmar um Deus irado e fazer um ritual.A dança é considerada, para todos os povos, em todos os tempos,um meio de comunicação e expressão.

Este se materializa através dos movimentos dos corpos, é um modo de existir,pois representa a magia,religião, trabalho, festa, amor e morte.

Os homens dançaram e continuam dançando em todos os movimentos solenes da sua existência.
Essa linguagem não verbal contagia o corpo,exterioriza a alma.

A dança dá sustentação, força e sentido aos pronunciamentos verbais e posições no espaço que o homem executa ao se relacionar com o grupo.



É uma das raras atividades humanas que o homem se encontra totalmente engajado - corpo, espirito e coração.

É uma forma de meditação e um esporte completo.

O corpo é nossa primeira linguagem, pois com ele,nos comunicamos mesmo quando não falamos e, através dele
revelamos experiências vividas, imaginadas e sentidas.

De todas as artes,  a dança é a única que dispensa ferramentas e materiais dependendo só do corpo. Por isso , dizem-na a mais antiga, aquela que o ser humano carrega dentro de si desde tempos imemoriais.

Antes de polir a pedra, construir abrigos,produzir utensílios, armas e instrumentos o homem batia os pés e as mãos ritmicamente para se aquecer e comunicar.




A dança gera os seguintes benefícios:

-Físico: fortalece a musculatura,modela o corpo,aumenta a flexibilidade,ativa a circulação,melhora a coordenação motora e equilibrio.

-Emocional: desenvolve a auto estima, confiança, bem estar, alegria de viver e redução dos estados depressivos.

-Mental: relaxa a mente de tensões,aumenta a percepção e a concentração,agilizando o raciocínio.

-Espiritual: equilibra e desbloqueia os chacras (centros de energia), proporcionando harmonia e saúde.


Dessa maneira, percebemos que se a dança não fosse tão importante, talvez tivesse deixado de existir.
Ela é uma manifestação humana onde podemos vivenciar os nossos movimentos.

É uma atividade artística que se utiliza apenas do corpo, para expressar algo, um desejo, uma necessidade e é também uma atividade físico-esportiva , pois, proporciona movimento, ritmo no qual ela utiliza do corpo para mostrar força, leveza e beleza.

Considerando os benefícios da dança,esta vai nos propiciar prazer, bem estar, paz, tranquilidade, socialização e tantos outros fatores que marcarão as nossas vidas.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu danço.....e Honro a Deusa que existe em Mim


Ela tem a força de toda uma vida e o mistério da morte.
Tece vento, cria asas, ri sozinha e canta para lua.
Ela não precisa de roupas, de segredos, fala tudo, anda nua.
Põe magia na cama, na cozinha, fé na vida, luz ao norte.

Os pássaros que te revelam segredos pertencem à Ela.
A voz que te sopra silenciosa vem Dela.
A intuição é Dela e o amor e a paixão.
O fascínio da lua está com Ela, Ela será teu céu e teu chão.

A mão estendida será Dela... A saliva na ferida, o abraço, o laço.
O corpo nu que te aquecerá, a boca, o peito, a alma e os pés.
A fúria, o sutil, a cura... Nem sempre rosa, pedra, ao invés.
Ela é a origem do feminino... Ela é tudo o que for instintivo.

Alma de fada, carma de bruxa num corpo de Deusa.
Tem sombra felina, quatro patas, têm garras e pêlos.
Ela deixa rastros para que a siga...
Sussurra em sonhos noturnos para que A decifre.

Ela enche tua vida de sinais
Para que tenha vontade de encontrá-La, libertá-La e amá-La.
Ela é a música, a poesia, a arte e o encanto
O sopro, o tiro, cheiro de lama, Ela é de tudo um tanto.

Ela é selvagem... Elfa, demônio, anjo, raposa.
Ela é a dona da matilha, amante e esposa.
Ela é tudo que nos mantém vivos
quando achamos que chegamos ao fim.

Ela sabe sentir, disfarçar e amar profundamente
Sabe trazer para perto, sabe repelir, criar e destruir.
Ela é A que faz rir, Ela sabe o ponto para fazer o olho brilhar
E o olho Dela brilha... e o dele também.

Ela dá mais sabor ao culto da paixão...
Porque Ela é celestial, selvagem, sublime.
Dá mais sentido a vida...
Sendo o casulo, as asas, o rumo e a libertação.
Carolina Salcides

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

‎14 de Janeiro - Makara Sankranti


Makara Sankranti, celebração hindu de purificação com banhos no Rio Ganges. Celebram-se as deusas Samnati, Sarasvati e Rukmini. As pessoas se banham e entoam mantras e cânticos sagrados. Vestem depois roupas amarelas e oferecem às deusas comidas tradicionais feitas com arroz e açafrão, enfeitadas com flores amarelas.

Comemoração de Ranu Bai, deusa hindu da água que enchia seu jarro de ouro com as águas de todos os rios e trazia fertilidade para as mulheres.
Inspirada pela data, procure você também uma cachoeira ou rio e tome um banho de purificação. Na falta, improvise com um banho com sal grosso e ervas do seu signo. Mentalize uma cachoeira de luz dourada purificando e renovando sua aura. Recite alguma oração ou entoe o mantra OM, conectando-se às deusas e pedindo-lhes harmonia e fertilidade, física ou mental. Ofereça-lhe depois seus agradecimentos, incenso de sândalo e flores amarelas.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Formas sagradas




               No contato diário com a dança oriental, descobrimos padrões comuns entre movimentos. Existem 5 padrões que nos são comuns, símbolos que nos são familiares de antigas culturas e da natureza que nos cerca. Símbolos que podemos denominar de formas sagradas. Os círculos, o crescente lunar, os oitos, as ondulações e os tremidos. 
O círculo
Ele é perfeito em sua totalidade. É um dos símbolos mais antigos,  e representou o mistério de ser atraves de muitas eras . Os círculos são vistos em toda parte: nas luas cheias, na barriga de uma mulher grávida, nas frutas, nas células de nosso corpo, no formato dos nossos olhos e dos planetas.
O crescente
Ele é o braço simbólico dos pais que nos embalam. Tem a poderosa qualidade de um círculo aberto que pode segurar e prender qualquer coisa. Historicamente,  era  símbolo dos órgaos internos femininos, (útero e ovários ), e  chifres sagrados dos Deuses.  O crescente está no nosso rosto em nosso sorriso, está na lua crescente,nos arco-iris,  na crista da onda e em tudo a nossa volta.
O símbolo do oito
No corpo da mulher, os musculos  que guardam a passagem da vida ,  são em formato de 8 , o sistema de circulação do nosso sangue também segue em oito. A interação entre a água, o ar e a terra criam invisíveis formas de oito.  Não surpreendendo que a figura do oito deitado representa na matematica o símbolo de infinito, leminiscata: "o produto das distâncias de seus pontos a outros dois pontos é fixo e constante."

Os tremidos - Shimmy
A vibração ou o tremido são formas invisiveis que nos cercam. É o tremor de excitação que se  reflete na respiração, o agitar dos membros pelo medo. Como o nosso coração que acelera, nosso planeta muda e a luz brilha e pulsa. O bater da chuva no chão e o cintilar das estrelas, os relâmpagos e tempestades elétricas.
A ondulação
As linhas onduladas ou as ondulações, estão em muitas forças despercebidas em nosso universo.  É a forma do espaço, o trajeto do calor, das ondas de rádio, do som. Os movimentos de uma serpente, o fluir de um rio, a barriga de uma mulher nas contrações. A ondulação nos conecta com o mais intimo, nos leva ao centro do corpo,   na espinha, nos deleitando com a liberdade que temos desde que ficamos eretos. Podemos observar também as ondulações na estrutura do DNA e na aurora boreal.

fonte:  Gleice Lemos Frioli

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Deuses Indianos

                    


Ganesha
Ganesha significa “senhor de todos os seres”. É filho de Shiva e Parvati. É o mestre do conhecimento, da inteligência e da sapiência. É aquele que proporciona a potência espiritual e a inteligência suprema. É o grande removedor dos obstáculos, guardião da riqueza, da beleza, da saúde, do sucesso, da prosperidade, da graça, da compaixão, da força e do equilíbrio.

                            



Shiva
Conhecido como um dos três principais deuses do panteão hindu, Shiva é o deus da renovação. Às vezes é visto como Nataraja (deus das artes e das danças, o dançarino cósmico, bem como o senhor das artes marciais e o protetor dos animais). É o controlador de toda a ira e é conhecido por sua imensa benevolência e misericórdia, concedendo-a a todos muito facilmente. Às vezes ele é encontrado num estado de meditação, demonstrando que é o deus da Yoga.
Possui um terceiro olho que sempre permanece fechado, pois quando abri-lo, toda a criação será incinerada pelo calor abrasivo do fogo da renovação. Dizem os orientais que Shiva protege a casa dos seus seguidores de todos os tipos de males.

Parvati  
Entre todas as semideusas associadas a Shiva, Parvati guarda a mais alta eminência. Ela é considerada a reencarnação da energia total do universo. Quando retratada junto com Shiva (como na imagem), aparece com duas armas; quando retratada sozinha, é mostrada com quatro braços. É considerada uma deusa do bem.


                           
Brahma
Apesar de Brahma ser um poderoso deus hindu, criador do mundo material, ele é submetido aos cultos populares de Shiva, Vishnu e Devi. São raros so templos dedicados a Brahma, e Ele não é muito adorado nos dias de hoje. Dele, saíram os primeiros seres humanos.







Vishnu
Principal deus da trindade hindú, representa o modo da bondade e é responsável pela sustentação, proteção e manutenção do universo. É a fonte original de todos os avatares e deuses, e está presente em cada átomo da criação e no coração de todos os seres.
‘Vishnu’ significa “aquele de que tudo penetra” ou “aquele que tudo impregna”, e é tido como o preservador do universo. Está constantemente presente nas conquistas amorosas.

                        

  Saraswati está identificada como o rio que leva o    seu nome. Os estudiosos a indicam como sendo a responsável pela tradição oral dos ensinamentos, e nos Vedas ela é retratada como a mais importante deidade desa natureza. É a deusa da música, do conhecimento e da poesia.
               

                    

                                            
                    
Lakshmi
Deusa da fortuna; fonte de toda a fartura, beleza e saúde nesse universo. Esposa de Vishnu, é o principal símbolo da potência feminina, e pode ser reconhecida por sua eterna juventude e formosura. Ela sempre pode ser vista sobre uma flor de lótus ou com as flores nas mãos. Atribui-se a Lakshmi o símbolo da Suástica, que representa vitória, sucesso, riqueza, beleza e fartura.
                                 

Rama
Sétima encarnação de Vishnu, é o       príncipe herói do famoso épico hindu, o Ramayana. As proezas de Rama, seu irmão Lakshmana, sua esposa Sita, e o seu fiel amigo Hanuman são muito bem conhecidos em locais por onde o hinduísmo se espalhou. O Ramayana é recontado em revistas em quadrinhos, jogos, filmes, e shows na televisão. Rama é o ideal da justiça.



 Fonte :http://lotusbrancodeuses.wordpress.com